O Fernando Henrique vai na festa do 145º. Aniversario do Roberto Marinho. Mas ao chegar na entrada da supermansão, percebeu que tinha esquecido a sua carteira.
- Desculpe, mas sem convite não posso deixa-lo entrar - alegou o porteiro, todo educado.
- Mas, eu sou o Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e presidente da República!
- Então, me mostre seus documentos!
- É que também não tenho documentos, esqueci a minha carteira!
- Desculpe-me, mas não vou poder deixar o senhor entrar!
- O que é isso? O senhor nunca me viu na Tv? Olha bem para a minha cara!
- De fato, o senhor e muito parecido com o presidente, mas sabe como é. . . Existem muitos sósias seus por ai. . . O senhor vai ter de provar que e o senhor mesmo!
- Mas o que você quer que eu faça?
- Não sei! O Pelé também se esqueceu dos documentos, ai eu lhe dei uma bola de futebol e ele fez uma demonstração, 20 embaixadinhas que logo me convenceu. O Oscar também esqueceu os documentos e eu lhe dei uma bola de basquete e ele fez uma demonstração, 10 cestas e provou que era o grande Oscar.
- Pô, mas eu não sei fazer nada!
- Ok! Pode entrar!
orapois
quarta-feira, 13 de julho de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Etos...Ética
É comum,em nosso cotidiano,atribuirmos à palavra ética um sentido geral e abrangedor.Devido a isso,conceituamos ética como um conjunto de regras que orientam para o bem e guiam as pessoas de forma virtuosa- esse,no entanto,consiste no conceito de “moral”, “moris”.
Para Sócrates,a ética é uma postura crítica sobre as diversas morais,sendo que esta, por diferir em cada cultura e sociedade,recebe uma denominação particular enquanto que aquela assume um aspecto universal.
O cristianismo contrapõe e reduz o dever ético ao moral.Segundo os cristãos,o fim da vida ética é a relação com Deus,além disso,apesar de o homem ter o livre arbítrio,ele tende a ir para o caminho errado,necessitando,portanto,da ética.
Já para o criticista Emanuel Kant,a ética precisa ser livre,sem ação externa,e necessita objetivar o bem.Logo,há uma fórmula imutável (a fórmula magma) a qual é definitiva e universal: “Age em conformidade apenas com a máxima que possas querer que se torne uma lei universal”.
Para Sócrates,a ética é uma postura crítica sobre as diversas morais,sendo que esta, por diferir em cada cultura e sociedade,recebe uma denominação particular enquanto que aquela assume um aspecto universal.
O cristianismo contrapõe e reduz o dever ético ao moral.Segundo os cristãos,o fim da vida ética é a relação com Deus,além disso,apesar de o homem ter o livre arbítrio,ele tende a ir para o caminho errado,necessitando,portanto,da ética.
Já para o criticista Emanuel Kant,a ética precisa ser livre,sem ação externa,e necessita objetivar o bem.Logo,há uma fórmula imutável (a fórmula magma) a qual é definitiva e universal: “Age em conformidade apenas com a máxima que possas querer que se torne uma lei universal”.
sábado, 15 de janeiro de 2011
...
Na quinta,durante a noite,eu buscava algo que me fizesse esquecer que o resultado do vestibular saía no dia seguinte.Tentei ler Machado de Assis mas a minha pouca paciência no momento não permitiu.Foi quando me lembrei de um velho livro de Joaquim Manuel de Macedo,o qual eu nunca terminara de ler devido ao valor exarcebado que o autor atribui aos valores burgueses do século 19.Tipicamente romântico.
Era tudo que eu precisava: um romance comercial e belo,muito belo.Separei os trechos que eu mais gostei e fiz um breve resumo.
O texto conta a história de Luciano e Dionísia:dois jovens que foram prometidos um ao outro mas não se suportavam.Com o afastamento dos dois,Luciano se apaixona por uma linda jovem,sem descobrir,no entanto,sua identidade.Ele a chama de incógnita.
“Na manhã do terceiro dia,quando no seu posto de extática adoração estava ele contemplando a sua incógnita,chegou um momento em que,impelido por uma força irresistível e sem pensa no que ia fazer,lançou-se de súbito para a árvore,a cuja sombra descansava a bela moça,e caindo de joelhos aos pés desta exclamou:
-Eu a amo.”
A moça,entretanto,diz não poder corresponder a esse amor já que Luciano estava comprometido com outra.
“Aborrecido de tudo,aflito e inconsolável,perdida a esperança de descobrir o lugar misterioso onde lhe escondiam a amada,encerrou-se no seu quarto,e aí ficou outros oito dias sonhando com a bela incógnita e amaldiçoando Dionísia.”
O rapaz arma,então,um plano para se vingar de Dionísia.Ante disso,porém,descobre que Dionísia e sua incógnita são a mesma pessoa. Muito óbvio?
“Advinha-se o resto.O casamento de Luciano com a filha de Guilherme vai em breve efetuar-se,o estudante,maldizendo o seu louco orgulho que o fazia voltar o rosto á felicidade,reconhece e diz a todos que a bela incógnita não perdeu nenhum dos seus encantos por se chamar Dionísia.
Lembrei-me dos filmes norte-americanos.Não,não... não se pode comparar Joaquim Manuel de Macedo com aquelas baboseiras,seus livros se assemelham aos de José de Alencar: uma linguagem completamente encantadora.É difícil não se apaixonar...
O romance conseguiu me desligar do resultado do dia seguinte.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Bestializados:todos nós
“A situação desta população [Brasil] pode resumir-se em uma palavra: O Brasil não tem povo”.
José Murilo de Carvalho “Os Bestializados – O Rio de Janeiro e a república que não foi”
José Murilo de Carvalho “Os Bestializados – O Rio de Janeiro e a república que não foi”
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Analista de Bagé...
Meu personagem favorito!
- Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
- O senhor quer que eu deite logo no divã?
- Bom, se o amigo quiser dançar uma marca antes, esteja a gosto. Mas eu
prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não
perder tempo nem dinheiro.
- Certo, certo. Eu...
- Aceita um mate?
- Um quê? Ah, não. Obrigado.
- Pos desembucha.
- Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
- Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
- Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
- Outro...
- Outro?
- Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
- E o senhor acha...
- Eu acho uma poca vergonha.
- Mas...
- Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
L.F.Veríssimo!
- Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
- O senhor quer que eu deite logo no divã?
- Bom, se o amigo quiser dançar uma marca antes, esteja a gosto. Mas eu
prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não
perder tempo nem dinheiro.
- Certo, certo. Eu...
- Aceita um mate?
- Um quê? Ah, não. Obrigado.
- Pos desembucha.
- Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
- Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
- Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
- Outro...
- Outro?
- Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
- E o senhor acha...
- Eu acho uma poca vergonha.
- Mas...
- Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
L.F.Veríssimo!
domingo, 9 de janeiro de 2011
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