É comum,em nosso cotidiano,atribuirmos à palavra ética um sentido geral e abrangedor.Devido a isso,conceituamos ética como um conjunto de regras que orientam para o bem e guiam as pessoas de forma virtuosa- esse,no entanto,consiste no conceito de “moral”, “moris”.
Para Sócrates,a ética é uma postura crítica sobre as diversas morais,sendo que esta, por diferir em cada cultura e sociedade,recebe uma denominação particular enquanto que aquela assume um aspecto universal.
O cristianismo contrapõe e reduz o dever ético ao moral.Segundo os cristãos,o fim da vida ética é a relação com Deus,além disso,apesar de o homem ter o livre arbítrio,ele tende a ir para o caminho errado,necessitando,portanto,da ética.
Já para o criticista Emanuel Kant,a ética precisa ser livre,sem ação externa,e necessita objetivar o bem.Logo,há uma fórmula imutável (a fórmula magma) a qual é definitiva e universal: “Age em conformidade apenas com a máxima que possas querer que se torne uma lei universal”.
sábado, 29 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
...
Na quinta,durante a noite,eu buscava algo que me fizesse esquecer que o resultado do vestibular saía no dia seguinte.Tentei ler Machado de Assis mas a minha pouca paciência no momento não permitiu.Foi quando me lembrei de um velho livro de Joaquim Manuel de Macedo,o qual eu nunca terminara de ler devido ao valor exarcebado que o autor atribui aos valores burgueses do século 19.Tipicamente romântico.
Era tudo que eu precisava: um romance comercial e belo,muito belo.Separei os trechos que eu mais gostei e fiz um breve resumo.
O texto conta a história de Luciano e Dionísia:dois jovens que foram prometidos um ao outro mas não se suportavam.Com o afastamento dos dois,Luciano se apaixona por uma linda jovem,sem descobrir,no entanto,sua identidade.Ele a chama de incógnita.
“Na manhã do terceiro dia,quando no seu posto de extática adoração estava ele contemplando a sua incógnita,chegou um momento em que,impelido por uma força irresistível e sem pensa no que ia fazer,lançou-se de súbito para a árvore,a cuja sombra descansava a bela moça,e caindo de joelhos aos pés desta exclamou:
-Eu a amo.”
A moça,entretanto,diz não poder corresponder a esse amor já que Luciano estava comprometido com outra.
“Aborrecido de tudo,aflito e inconsolável,perdida a esperança de descobrir o lugar misterioso onde lhe escondiam a amada,encerrou-se no seu quarto,e aí ficou outros oito dias sonhando com a bela incógnita e amaldiçoando Dionísia.”
O rapaz arma,então,um plano para se vingar de Dionísia.Ante disso,porém,descobre que Dionísia e sua incógnita são a mesma pessoa. Muito óbvio?
“Advinha-se o resto.O casamento de Luciano com a filha de Guilherme vai em breve efetuar-se,o estudante,maldizendo o seu louco orgulho que o fazia voltar o rosto á felicidade,reconhece e diz a todos que a bela incógnita não perdeu nenhum dos seus encantos por se chamar Dionísia.
Lembrei-me dos filmes norte-americanos.Não,não... não se pode comparar Joaquim Manuel de Macedo com aquelas baboseiras,seus livros se assemelham aos de José de Alencar: uma linguagem completamente encantadora.É difícil não se apaixonar...
O romance conseguiu me desligar do resultado do dia seguinte.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Bestializados:todos nós
“A situação desta população [Brasil] pode resumir-se em uma palavra: O Brasil não tem povo”.
José Murilo de Carvalho “Os Bestializados – O Rio de Janeiro e a república que não foi”
José Murilo de Carvalho “Os Bestializados – O Rio de Janeiro e a república que não foi”
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Analista de Bagé...
Meu personagem favorito!
- Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
- O senhor quer que eu deite logo no divã?
- Bom, se o amigo quiser dançar uma marca antes, esteja a gosto. Mas eu
prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não
perder tempo nem dinheiro.
- Certo, certo. Eu...
- Aceita um mate?
- Um quê? Ah, não. Obrigado.
- Pos desembucha.
- Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
- Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
- Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
- Outro...
- Outro?
- Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
- E o senhor acha...
- Eu acho uma poca vergonha.
- Mas...
- Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
L.F.Veríssimo!
- Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
- O senhor quer que eu deite logo no divã?
- Bom, se o amigo quiser dançar uma marca antes, esteja a gosto. Mas eu
prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não
perder tempo nem dinheiro.
- Certo, certo. Eu...
- Aceita um mate?
- Um quê? Ah, não. Obrigado.
- Pos desembucha.
- Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
- Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
- Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
- Outro...
- Outro?
- Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
- E o senhor acha...
- Eu acho uma poca vergonha.
- Mas...
- Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
L.F.Veríssimo!
domingo, 9 de janeiro de 2011
A arte do perdão
Na vida,é comum passarmos por constantes conflitos os quais se manifestam em todas as nossas relações,sejam amorosas,sejam familiares,sejam profissionais.Tendo em vista que os relacionamentos são constituídos por pessoas,não é raro que se cometam erros,que se discutam valores e que se questionem comportamentos.
Que atire a primeira pedra quem nunca sofreu por uma “dor de coração partido”. Penso que o maior defeito do ser humano é também a sua maior qualidade: amar. Há aqueles que afirmam que ser correspondido é apenas um detalhe.Não concordo. Não há nada mais doce que amar e ser amado,e me refiro não só aos amantes mas também aos amigos,aos familiares,aos momentos,aos prazeres da vida! Como o ser humano ama!
Como é bom ser amado!
O grande problema é quando o amor deixa feridas.Mágoas.Saber perdoar é sim uma grande saída para escaparmos dessa dor.Há um equivocado senso comum que se refere a perdoar como a se submeter a algo,a aceitar,a se acomodar com o erro.O perdão,todavia,não só auxilia quem perdoa como auxilia quem é perdoado,rompendo as barreiras que a mágoa traçou na vida dos envolvidos.
[Não,não!Essa não sou eu! Quem melhor que eu para saber como é difícil entender essas palavras.Quem melhor que eu para saber como é duro perdoar.OH!Como é difícil ser humano(haha)! Como é ruim estar preso aos sentimentos mortais! Queria estar em uma dimensão superior,ter maturidade o suficiente para distinguir emoções e ser racional o suficiente para não deixar nada me abalar]
Acho que isto tem mais a cara do blog:
Uma declaração de perdão,antecedida ou não por um pedido de desculpas,pode solucionar intensos problemas.Na década se 90,por exemplo,foram assinados os acordos de Oslo I e II,os quais cessariam (será que essa foi realmente a intenção?) o ódio histórico entre Judeus e Palestinos.O perdão,entretanto,não foi concedido totalmente(na verdade,nem um décimo dele foi) e os conflitos voltaram a ocorrer.
Precisamos perdoar e,assim,ensinar o mundo a conviver melhor.
Espero acreditar nisso um dia.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ministros de Dilma!
É... Houve alguns questionamentos. Não duvido da capacidade de Palocci,ele já obteve a confiança do mercado financeiro anteriormente,porém espero,sinceramente,que os escândalos não o comprometam mais uma vez. Voto positivo por Aloizio Mercadante,penso que ele seria um grande governador de São Paulo - pena que não foi eleito. Fiquei surpresa com Ana de Hollanda,mas acho que desempenhará bem o cargo. Feliz por Pimentel: VIVA! Não achei justo o político ter perdido o senado em Minas. E o que não dizer de Fernando Haddad? O ministro,apesar de ter sido fraudado várias vezes (creio nessa versão),seguiu firme com o fim de melhorar a educação no Brasil! Parabéns a Dilma!
PMDB
PSB
PDT
PR
PP
PC do B
Sem partido
PT
- Alexandre Padilha (PT) - Ministério da Saúde
- Fernando Pimentel (PT) - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
- Fernando Haddad (PT) - Educação
- Aloizio Mercadante (PT) - Ciência e Tecnologia
- Ideli Salvatti (PT-SC) - Ministério da Pesca
- Maria do Rosário (PT-RS) - Secretaria de Direitos Humanos
- Paulo Bernardo (PT-PR) - Ministério das Comunicações
- Antonio Palocci (PT-SP) - Casa Civil da Presidência
- Gilberto Carvalho (PT-SP) - Secretaria-Geral da Presidência
- José Eduardo Cardozo (PT-SP) - Ministério da Justiça
- Guido Mantega (PT-SP) - Ministério da Fazenda
- Miriam Belchior (PT-SP) - Ministério do Planejamento
- Luiza Helena de Bairros (PT) - Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial
- Tereza Campello (PT) - Ministério do Desenvolvimento Social
- Luiz Sérgio (PT-RJ) - Secretaria de Relações Institucionais
- Afonso Bandeira Florence (PT-BA) - Desenvolvimento Agrário
- Iriny Lopes (PT-ES) - Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
PMDB
- Nelson Jobim (PMDB) - Ministério da Defesa
- Edison Lobão (PMDB-MA) - Ministério das Minas e Energia
- Wagner Rossi (PMDB-SP) - Ministério da Agricultura
- Pedro Novais (PMDB-MA) - Ministério do Turismo
- Garibaldi Alves (PMDB-RN) - Ministério da Previdência
- Moreira Franco (PMDB-RJ) - Secretaria de Assuntos Estratégicos
PSB
- Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) - Integração Nacional
- Leônidas Cristino (PSB) - Secretaria Especial de Portos
PDT
- Carlos Lupi (PDT) - Trabalho
PR
- Alfredo Nascimento (PR-AM) - Ministério dos Transportes
PP
- Mário Negromonte (PP) - Ministério das Cidades
PC do B
- Orlando Silva Jr. (PC do B) - Ministério dos Esportes
Sem partido
- Izabella Teixeira - Meio Ambiente
- Ana de Hollanda - Ministério da Cultura
- Helena Chagas - Secretaria de Comunicação Social
- Alexandre Tombini - presidência do Banco Central
- Luís Inácio de Lucena Adams - Advocacia Geral da União (AGU)
- Antonio Patriota - Relações Exteriores
- General José Elito Carvalho - Gabinete de Segurança Institucional
- Jorge Hage - Controladoria-Geral da União (CGU)
sábado, 1 de janeiro de 2011
Crenças,costumes:respeito!
As crenças e os costumes baseiam-se em grandes riquezas culturais cultivadas pelas nações.Não só marcam a história dos povos,mas também definem os valores e os ideais de uma determinada sociedade.
No sertão nordestino,por exemplo,é de costume dar água de chocalho-a água com a qual se encheu um chocalho- para as crianças com o intuito de as fazerem falar.Segundo os nordestinos,pessoas que conversam muito tomaram muita água de chocalho quando pequenas.
Entre alguns grupos indígenas brasileiros,quando nasce um bebê apenas o pai é parabenizado tendo em vista que há um crença de que os filhos descendem exclusivamente do homem,sendo a mulher vista,então,apenas como receptora da “semente” masculina.
Em ambos os exemplos,há um espírito de cooperação dentro de cada sociedade.Ele garante a partilha e a circulação de saberes,definindo os princípios e as verdades das regiões.
Ao longo do século XX,muitos foram os homens e as mulheres que lutaram pela paz e pela preservação cultural,a saber: Mahatma Gandhi- idealizador do estado indiano que pregou o princípio da “não-violência”(forma de protesto pacífico que libertou a Índia do domínio inglês;Nelson Mandela –destacou-se na luta contra o Apartheid(regime que negava aos negros os direitos políticos,sociais e econômicos na África do Sul);e Madre Tereza de Calcutá- trabalhou pelos mais pobres na índia.
Tais personalidades são modelos de “grandes almas”,uma vez que lutaram pelas questões fundamentais do respeito á vida como a tolerância.O mundo precisa compreender que existem esforços que garantem a pacificação das relações
por Luana Camargo
Em ambos os exemplos,há um espírito de cooperação dentro de cada sociedade.Ele garante a partilha e a circulação de saberes,definindo os princípios e as verdades das regiões.
Ao longo do século XX,muitos foram os homens e as mulheres que lutaram pela paz e pela preservação cultural,a saber: Mahatma Gandhi- idealizador do estado indiano que pregou o princípio da “não-violência”(forma de protesto pacífico que libertou a Índia do domínio inglês;Nelson Mandela –destacou-se na luta contra o Apartheid(regime que negava aos negros os direitos políticos,sociais e econômicos na África do Sul);e Madre Tereza de Calcutá- trabalhou pelos mais pobres na índia.
Tais personalidades são modelos de “grandes almas”,uma vez que lutaram pelas questões fundamentais do respeito á vida como a tolerância.O mundo precisa compreender que existem esforços que garantem a pacificação das relações
por Luana Camargo
Certa vez
Certa vez,Clarice Lispector disse: Mude,mas comece devagar,porque a direção é mais importante que a velocidade.
Eu, Etiqueta - Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
O mundo gira
O mundo gira. O apelidado de “comunista”,”louco” e “ditador” pela elite conservadora brasileira, Luís Inácio Lula da Silva,o Lula, assumiu o poder em 2003 eleito pela maioria que ele tanto defendia:o povo.
Líder da greve dos metalúrgicos,Lula lutou durante a Ditadura Militar pelos direitos do trabalhador.Preso no ABC paulista,o humilde homem que conseguira fugir da seca nordestina já demonstrava suas aptidões políticas.
Em 89,vítima de um golpe da mídia,Lula perde as eleições presidenciais no segundo turno para o candidato Collor de Melo - um dos piores presidentes que o país já elegeu. Sem desistir de lutar,Lula se candidata mais duas vezes e,devido ao sucesso do Plano Real e à uma grande campanha publicitária, perde ambas para Fernando Henrique Cardoso o qual deixa o cargo com altos índices de desemprego no Brasil.
Em 2002,Lula vence a corrida presidencial e não só recupera o país da péssima fase do governo anterior mas também cria alternativas para o desenvolvimento brasileiro,a saber: criação do Fome Zero; ampliação dos programas sociais como Bolsa-família , Prouni,vale-gás; cumprimento de metas com o FMI; criação do PAC; Brasil sede da copa de 2014 e olimpíadas de2016;criação da Petrossal para lidar com assuntos referentes ao Pressal;redução do IPI para combater a crise econômica;entre outras.
Quem cita escândalos como o mensalão se esquece que os roubos se iniciaram no governo Tucano de Eduardo Azeredo e,apesar de ter atingido a cúpula do PT,nunca na história do país,houve tanta instalação de CPMI`s no combate a corrupção.
Se é com a esquerda que o país vai bem.Fizemos um ótimo trabalho elegendo Dilma Rousseff.A mulher forte do governo Lula promete continuar levando o Brasil ao progresso.
por Luana Camargo
por Luana Camargo
Dilma
Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços
Leonardo Boff
O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”.Nos últimos anos, particularmente sob a administração do Presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo.
Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.
O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira (1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo".
As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.
Esse inestimável legado não pode ser posto
Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.
Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar
O destino do Brasil, dentro desta opção, está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas dos brasileiros. A autonomia do Brasil com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.
Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos. As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.
Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.
Leonardo Boff
Assinar:
Postagens (Atom)


