Em 1948,a ONU ,Organização das Nações Unidas, publicou a Declaração Universal dos direitos humanos.Segundo ela,todos nós somos iguais perante a lei.Sendo assim,temos direito à vida,à liberdade, à segurança e à proteção contra qualquer discriminação. Uma vez que, as diferenças são a base da identidade das pessoas,portanto devem ser respeitadas.
Um tema bastante discutido ultimamente é o homossexualismo - relacionamento entre pessoas do mesmo sexo-.Uma orientação sexual diferente gera posicionamentos distintos entre as sociedades.O homossexual é vítima das mais constrangedoras situações,das mais brutais injustiças. Esse lamentável fato gera a homofobia- aversão ou discriminação contra gays e lésbicas- e pode partir de diferentes origens como o posicionamento da família,da igreja e da escola
Família
É notável que ,em boa parte dos ambientes familiares,os pais educam as crianças para “não serem homossexuais”.Em geral, os pais temem que seus filhos sejam “gays” e suas filhas sejam “lésbicas”.Adotam,então,estratégias que visam reforçar o padrão sexual instituído, a heterossexualidade. Essas estratégias vão desde brincadeiras denegrindo a imagem do homossexual até vigilância quanto a “sinais” que indiquem “homossexualismo”.
Em Caxias,um bebê foi deixado pela mãe em um hospital,essa seria mais uma das tristes histórias de crianças que são abandonadas e ingressam no mundo da criminalidade. No entanto,o destino mudou a história dele,já que foi adotado por duas mulheres homossexuais. Depois de enfrentar a burocracia do Poder Judiciário e o preconceito, o casal conquistou o direito de exibir na certidão do bebê ambos os nomes. A criança está com as duas mulheres desde 2002.
Igreja
Em 1995,o padre José Antônio Trasferetti, conhecido como “padre gay”, foi premiado com o troféu Triângulo Rosa, conferido pelo Grupo Gay da Bahia, o mais ativo defensor dos direitos dos homossexuais no Brasil. O padre ganhou o prêmio pelo empenho em abrir as portas da Igreja para os homossexuais. Evento gerador de inúmeras críticas tanto da sociedade quanto da igreja.
A Igreja católica declarou,nos últimos tempos, que desejos ou atrações homossexuais não são necessariamente pecados.Todavia são “tentações” que influenciam o cristão a cometer o pecado e tentações além do controle de uma pessoa não são consideradas pecaminosas. Por esta razão,mesmo a igreja pregando o celibato entre homossexuais, ela também conclama respeito e amor por aqueles que têm atrações por pessoas do mesmo sexo.
Escola
Em 2004,houve uma pesquisa realizada pela UNESCO -Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-, com estudantes de 13 capitais do país e do Distrito Federal. 25% dos alunos pesquisados afirmaram que não gostariam de ter um colega de classe homossexual. E foram acompanhados por 20% dos pais, que disseram que não gostariam que os filhos estudassem com colegas homossexuais.
Carmem Lúcia Ribeiro,24, ainda não conseguiu esquecer o período turbulento da escola. Com apenas 16 anos, além de enfrentar as dificuldades naturais da adolescência, Carmem teve que conviver com o preconceito de quase todas as colegas de turma, que a isolavam pelo fato de ela ser lésbica. “Como eu era meio estereotipada, as pessoas da turma começaram a me perseguir. Quando eu chegava à escola, minha carteira estava riscada com o nome de ‘sapatão’. As pessoas também colocavam estas mensagens nos banheiros”. A perseguição chegou ao ponto de que todas as meninas da sala pararam de falar com ela. Para enfrentar a sensação de isolamento e a tristeza, Carmem mergulhou nos estudos. “Eu me sentia muito mal, então resolvi me dedicar bastante aos estudos, pois eu imaginava que se ninguém queria falar comigo eu precisava, pelo menos, me destacar em alguma coisa”, conta.
Uma nova pesquisa foi feita pela Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), o estudo "Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas" apresenta dados que mostram, mais uma vez, a homofobia no ambiente escolar.Segundo a pesquisa 63,1% dos entrevistados (em uma amostra de 10 mil estudantes e de 1.500 professores) alegam já ter visto pessoas que são homossexuais sofrerem preconceito.Além disso, 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmam que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. É decepcionante.
A Mudança
No mundo todo, os movimentos gays têm conseguido importantes vitórias jurídicas, aprovando leis que tornam crimes qualquer ato considerado discriminatório quanto à opção sexual das pessoas. O Brasil não é exceção. Com o apoio declarado da maior parte da mídia, diversas leis (federais, estaduais e municipais) passaram a vigorar, concedendo a esse eles, direitos que eram inimagináveis há pouco tempo atrás. Uma agravante dessa questão é que qualquer pessoa que se declare contrária a tais práticas é condenada à execração pública e rotulada de homofóbica.
2006 foi o ano de novas conquistas do movimento homossexual no mundo. A mais importante foi a legalização do casamento homossexual na África do Sul, o primeiro país africano a fazê-lo,onde a homossexualidade havia sido proibida nos tempos do Apartheid. Já a Bélgica aprovou uma lei autorizando a adoção por casais homossexuais.
A justiça brasileira,ainda em 2006, concedeu o direito às primeiras adoções feitas por casais homossexuais, fazendo com que fossem emitidas certidões de nascimento nas quais não constam as palavras “mãe” e “pai” e sim o nome do casal adotante, sejam duas mulheres ou dois homens. Outra grande conquista foi a de homossexuais brasileiros poderem trazer para o nosso país seus parceiros estrangeiros, através de pedido de reunião familiar.
Luana Camargo
domingo, 6 de setembro de 2009
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