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domingo, 9 de janeiro de 2011

A arte do perdão

  Na vida,é comum passarmos por constantes conflitos os quais se manifestam em todas as nossas relações,sejam amorosas,sejam familiares,sejam profissionais.Tendo em vista que os relacionamentos são constituídos por pessoas,não é raro que se cometam erros,que se discutam valores e que se questionem comportamentos.
   Que atire a primeira pedra quem nunca sofreu por uma “dor de coração partido”. Penso que o maior defeito do ser humano é também a sua maior qualidade: amar. Há aqueles que afirmam que ser correspondido é apenas um detalhe.Não concordo. Não há nada mais doce que amar e ser amado,e me refiro não só aos amantes mas também aos amigos,aos familiares,aos momentos,aos prazeres da vida! Como o ser humano ama!
Como é bom ser amado!
   O grande problema é quando o amor deixa feridas.Mágoas.Saber perdoar é sim uma grande saída para escaparmos dessa dor.Há um equivocado senso comum que se refere a perdoar como a se submeter a algo,a aceitar,a se acomodar com o erro.O perdão,todavia,não só auxilia quem perdoa como  auxilia quem é perdoado,rompendo as barreiras que a mágoa traçou na vida dos envolvidos.
  [Não,não!Essa não sou eu! Quem melhor que eu para saber como é difícil entender essas palavras.Quem melhor que eu para saber como é duro perdoar.OH!Como é difícil ser humano(haha)! Como é ruim estar preso aos sentimentos mortais! Queria estar em uma dimensão superior,ter maturidade o suficiente para distinguir emoções e ser racional o suficiente para não deixar nada me abalar]

Acho que isto tem mais a cara do blog:

  Uma declaração de perdão,antecedida ou não por um pedido de desculpas,pode solucionar intensos problemas.Na década se 90,por exemplo,foram assinados os acordos de Oslo I e II,os quais cessariam (será que essa foi realmente a intenção?) o ódio histórico entre Judeus e Palestinos.O perdão,entretanto,não foi concedido totalmente(na verdade,nem um décimo dele foi) e os conflitos voltaram a ocorrer.
  
Precisamos perdoar e,assim,ensinar o mundo a conviver melhor.

 Espero acreditar nisso um dia.

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